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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Novas àreas de atuação de Secretariado Executivo

Olá, amigos.

Leiam o artigo abaixo! Trata-se de algumas das inumeras atuações de Secretariado.


NOVAS ÁREAS DE ATUAÇÃO DO SECRETARIO EXECUTIVO

Girlene Carvalho e Michelle Cunha, discentes de Secretariado Executivo Bilíngue da Faculdade Atenhas Maranhense - FAMA

 


Resumo

 

O objetivo desse relatório é mostrar as inúmeras oportunidades existentes no mercado de trabalho para o profissional de Secretariado Executivo. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica de obras e artigos relevantes de profissionais que atuam na área.

A estrutura do trabalho inclui uma revisão teórica sobre o tema áreas de atuação do Secretário Executivo, histórico, antigo e atual perfil. Em seguida é analisado o mercado de trabalho através de  análises bibliográficas.

O tema áreas de atuação do Secretário Executivo foi incitado para análise como forma difusão do conhecimento da importância desse profissional para a sociedade.

Através desses estudos observa-se a origem importância milenar do Secretário através da história, a adaptação à tecnologia e principalmente a necessidade da humanidade quanto a existência dos gerenciadores da informação, isto se reflete nas inúmeras opções do campo de atuação e crescente demanda desse profissional no mercado de trabalho.

 

Palavras–chaves: Atuação, Secretário Executivo, gerenciadores, informação, tecnologia, adaptação, sociedade, trabalho.

 

Abstract
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Dicionário - Ver dicionário detalhadoThe purpose of this report is to show the numerous market opportunities for the professional work of the Executive Secretariat. The methodology used was a literature review of books and articles relevant to professionals working in the area.
The structure of the work includes a literature review on the subject areas with the Executive Secretary, historical, ancient and current profile. Then we analyze the job market by surveying  Literature reviews.
The subject areas with the Executive Secretary was urged to review as a way of spreading awareness of the importance of this professional society.
Through these studies we can observe the ancient origins of the Secretary importance throughout history, adapting to technology and especially the need of humanity as the existence of information managers, this is reflected in the numerous options of the field and increasing demand in this professional labor market.

 

Keywords: Acting, Executive Secretary, managers, information, technology, adaptation, society, work.

 

 

Introdução

 

O secretario executivo atua em diversas funções, assessora diversos profissionais atuando no seu dia-a-dia como (profissional de comunicação, e eventos, relacionamento interpessoal, financeiro, administrativo, relações públicas, etc.), além de ser multicultural, pois precisa conhecer sobre história, geografia e sobre cultura organizacional, em virtude de receber nas organizações, pessoas de diversos países, costumes e idiomas diferentes.

Há uma falsa ilusão de saturação do mercado para a área administrativa, no entanto, apesar de polivalentes e conhecimento vasto, falta-lhes percepção das novas oportunidades de atuação. 

Para compreender as novas áreas de atuação do secretario executivo é necessário conhecer a historia milenar desse profissional, e como ela está evoluindo para adaptar-se ás necessidades do mercado e trabalho.

Comentar o perfil de antes e hoje auxilia no entendimento das atividades exercidas pelo secretario ao longo dos séculos.

A evolução da profissão no século XXI ocorre utilizando a evolutiva tecnologia como aliada.

 

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Histórico da profissão

 

Através de pesquisas históricas, percebe-se que o antepassado da secretaria foi o Escriba-profissional de atuação destacada em toda a Idade Antiga, junto aos povos que desenvolveram a escrita e o comercio a cerca de 5000 a 3000 a.C..

 O escriba oriental é o homem que domina a escrita e, que, por conseguinte, é naturalmente encarregado da sua execução, eram responsáveis pelos registro da colheita, fiscais dos impostos, da produção agrícola e dos artefatos, riquezas, controle populacional e todas as coisas realizadas, segundo Ribeiro (2005, p.35), os mais notáveis escribas exerciam a função de assessores, como os escribas reais e os dos nobres.

Na Grécia Antiga, eles constituíam espécie de confraria de letrados, privilegiada: uma casta hereditária, porém, sem o caráter sacerdotal a que outras civilizações guindaram os seus confrades. Com o advento da democracia, que proporcionou ao povo facilidades para aprender a ler e escrever – instrumentos de liberdade intelectual, de igualdade social e adquiriu novas roupagens. Parte (constituída, principalmente, de prisioneiros de guerra) permaneceu na condição de escravos, a serviço de senhores capazes de aproveitar as suas aptidões mentais. Daqui saíam os secretários, os copistas e leitores, os colaboradores intelectuais das obras assinadas pelos amos.

Nonato Júnior (2009,p.81), relata:

 

Várias profissões têm no escriba alguns indícios de seu princípio histórico. Entretanto, em nenhuma delas isto acontece tão intensamente quanto no Secretariado, pois em qualquer das atividades realizadas pelo escriba, seu marco principal era o ato de assessorar”.

 

A própria palavra secretária tem origem no latim, onde encontramos a principio, as palavras secretarium/secretum, que significa lugar retirado, conselho privativo; e secreta: particular, segredo, mistério. Essa expressão começou a ser utilizada no Baixo Império Romano devido a vulgarização da estenografia concomitante ao importante papel que eles assumiram na administração pública.

Nonato júnior(2009,p.85), também cita este momento:

 

“ O trabalho dos escribas passou por diversas modificações após o apogeu do Império Romano no Norte da áfrica, Ásia Ocidental e Mediterrâneo Oriental, o que gerou uma crise no trabalho desta categoria. Isto foi encadeado também pelo processo de democratização na Grécia e a difusão de novas concepções religiosas e políticas no sudeste do continente europeu”.

 

Durante a Idade Média a função do secretário praticamente desaparece, em face das condições políticas, econômicas e sociais. A função será exercida apenas, em parte, pelos monges nos mosteiros que, na realidade, não são exatamente secretários, mas, sim, copistas.

Na Idade Moderna, com o ressurgir do comercio, a necessidade da função do secretario reaparece. Integra-se à estrutura organizacional das empresas e permanece em evolução até os nossos dias.

A mulher passa atuar como secretaria, de forma expressiva, na Europa e nos Estados Unidos, a partir das duas Guerras Mundiais. Com a escassez de mão de obra masculina, desviada para os campos de batalha e, com uma estrutura industrial/empresarial desenvolvida, as empresas não tiveram alternativa, para manterem-se em funcionamento, senão a de utilizar a mão de obra feminina, em todas as áreas.

No Brasil, vamos perceber a atuação da mulher como secretaria a partir da década dos anos 50, com a chegada das multinacionais, cuja cultura organizacional já estava habituada com a presença da mulher. Sem qualificação adequada essa profissional vê suas características profissionais deturbadas e mistificadas pelo pré-conceito existente devido a recente pouca atuação da mulher no mercado de trabalho.

O primeiro Curso Superior em Secretário Executivo, no Brasil, foi criado em 1969.

Em 30 de setembro de 1985, a profissão é regulamentada através da Lei nº 7.377

A Lei nº 9.261 de 10/01/1996 alterou a Lei anterior incluindo a diferenciação dos níveis técnicos, nível superior.

Em 07 de julho de 1989, é publicado o Código de Ética Profissional, criado pela União dos Sindicatos.

Ribeiro ressalta: “agora, nos anos 2000, exige-se que o secretário seja empreendedor, assessor, executor polivalente e que tenha uma visão holística”.

 

 

Perfil de antes e hoje

 

O perfil do secretário no surgimento da profissão era basicamente de copista apesar dos escribas possuírem perfeito discernimento dos assuntos copiados.

Conforme podemos observar na história os secretários assim denominados devido sua atuação nos órgãos públicos conseqüente de seu vasto conhecimento, vieram a crescer em importância no apogeu do Império Romano.

Contudo, na idade média (século V ao XV)d.c, com instituição das monarquias absolutistas, latifundiárias, escravistas, teocêntricas, e principalmente, onde o conhecimento ficou restrito somente aos nobres. Esta profissão quase desapareceu sendo todo o conhecimento recluso aos monges que atuavam como copistas e até mesmo como secretários.

Passada a era das trevas, a partir da revolução comercial (mercantilismo), a profissão ressurgi com a prestação de serviços de assessoramento aos comerciantes, banqueiros e armadores.

Foi a inserção dos serviços secretariais no comercio que deu abertura para a profissão nas organizações privadas, e possibilitando a evolução do profissional no mercado de trabalho.

A evolução das atividades desenvolvidas é inferida com o advento da evolução tecnológica cujas atividades de arquivamento, processamento e gerenciamento de dados e informações ficou quase que instantâneas.

Hoje, o perfil do secretário inclue gerenciar informações, editorar os documentos da empresa; intermediar, habilitar, avaliar, gerenciar rotinas, serviços, clientes internos e externos. O mercado também exige habilidades profissionais básicas como pró-atividade, polivalente, entusiasta, eficaz, conhecimento hábil nas tecnologias de informação.

Magali Amorim Mata, em seu artigo, O papel do secretário Executivo na estrutura Organizacional e na condição de relações humanas, ressalta:

 

“Nesse processo de globalização em que tudo e todos se conectam, sem fronteira, com enorme velocidade e muito intercâmbio pessoal e profissional. O atual Secretário Executivo personifica um agente de conexão, atuando como interface entre clientes internos e externos, parceiros, fornecedores, gerenciando informações, administrando procedimentos de trabalho, preparando e organizando processos, para que soluções e decisões sejam tomadas com qualidade e foco em resultados. Independente do seu setor ou segmento em que atue, está sempre ao lado do poder decisório, posição que lhe confere maior responsabilidade, aliada à exigência de visão global da organização em que esteja atuando bem como do mercado nacional e internacional, mesclando competências técnicas e comportamentais, reunindo o fazer e o assessorar, escolhendo ferramentas tecnológicas e exercitando habilidades de relacionamento, administração de conflitos, acompanhamento de objetivos e metas, mas principalmente habilidades de comunicação”.

 

Novas áreas de atuação do secretario executivo

 

O profissional de Secretariado Executivo, à priori, tem uma formação densa que lhe capacita para pratica administrava, de forma à assessorar os executivos, às empresas, e profissionais afins.

Por esta multifuncionalidade deste profissional que segundo a ONU é a 3ª maior profissão em crescimento no mundo, nos questionamos: Quais as áreas de atuação do secretariado executivo?

O Secretario no inicio do século XXI é reconhecido como multifuncional, multiprofissional e multicultural.

No artigo: O futuro da profissão, citado pela Revista Eficiência, MORAES, cita algumas novidades, em nomenclaturas da profissão que surgem em diversos países e para algumas culturas podem ser regras novas do mundo do trabalho, já em outras apenas tendências que poderão ou não se confirmar. São elas:

Workflow Controller: Controlador de Fluxo de Trabalho – serão Secretárias ou Assistentes que servirão de controle de missão para as empresas assegurando que colegas trabalhando em vários locais tenham o suporte e os recursos necessários para desempenhar seu trabalho. O Controlador do Fluxo de Trabalho também facilitará a interação entre equipes e coordenará a transferência e o uso dos recursos da empresa tais como, computadores, equipamentos de comunicações e outras ferramentas tecnológicas.

Resources Coordinator: Coordenador de Recursos - Escritórios virtuais que empregam um grande número de trabalhadores contratados dependerão enormemente de indivíduos habilitados a reunir os recursos adequados para um determinado projeto. Os Coordenadores de Recursos entenderão das metas das várias unidades de negócios e saberão onde encontrar o talento necessário, interna e externamente, para atingir objetivos específicos.

Telecommuting Liaison: Agente de Interação – À medida que o número de trabalhadores que atuam fora dos locais de trabalho aumenta as empresas designarão um elo de telecomunicações para conectar trabalhadores remotos entre eles e com a Gerência. Em alguns casos os Agentes de Interação trabalharão com a alta administração para desenvolver políticas de telecomunicações, inclusive ajudando a determinar quais cargos serão os indicados para trabalhos fora do local da empresa.

Knowledge Manager: Gestor de Conhecimentos – No escritório do futuro que será mais fluido e baseado em projetos esta figura central servirá como um repositório de informação institucional, história e boas práticas. O Gestor de Conhecimento assegurará continuidade e consistência e ajudará novos empregados e profissionais de projetos a se adaptarem à cultura organizacional, ao mesmo tempo em que assessoram na busca de dados e documentos necessários para desenvolver projetos.
Information Integrator: Integrador de Informação – A rápida recuperação de informação será essencial no local de trabalho de amanhã. Já que os dados serão armazenados em formato eletrônico as empresas necessitarão de bases de dados centralizadas e amigáveis, acessíveis de locais fora da empresa. O Integrador de Informação utilizará habilidades de biblioteconomia especializada em informatização e telecomunicação para coletar, compilar e indexar textos datas e imagens de maneira que esses materiais sejam facilmente encontrados em pesquisas e projetos.


Oliveira. Marlene, cita, em um artigo publicado pelo site www.isecretarias.com novas  áreas de atuação:

 - Educação: como secretario, como docente, como tutor.

- Saúde: como secretario, e coordenador

- Jurídica: como secretario e assessor

- Comercio exterior: como secretario e coordenador

- ONGs: como secretario e coordenador de área

- Cooperativas: como secretario, secretario free lancer

- Consultoria: instrutoria, treinamento, implantação de projetos

- Tecnologia e informação: como secretario e coordenador de área.

- Transporte: como agente de qualidade, coordenador e supervisor de atendimento ao cliente, gestor de processos pós-vendas.

- Cerimonial: organizar eventos dentro de regras protocolares e de etiqueta

profissional;

- Órgãos públicos: como secretário, assessor parlamentar, chefe de gabinete, auxiliar administrativo, assistente legislativo, marca e controla compromissos, reuniões e viagens;

Dentro dessas áreas, o profissional pode atuar em qualquer sistema organizacional,  pois há a necessidade desse profissional nos três setores produtivos da economia.

Outra vertente de trabalho está nos profissionais freelancers que prestam consultoria, desenvolvendo projetos trabalhando em casa. Eles atuam como profissionais liberais utilizando a internet como uma das suas principais ferramentas de trabalho.

 

 

 

 

 

 

 

Conclusão

 

Diferente da crendice que a existência do secretario executivo está atrelada as empresas, observa-se nessa pesquisa a necessidade desse profissional em todos os setores produtivos da economia, a capacidade de assessoria para as mais variadas e complexas instituições. Quanto mais complexas as organizações maior o campo de atuação do secretário.

Nota-se também a característica empreendedora dos secretários do século XXI que atuam de forma autônoma no mercado de trabalho ofertando seus serviços como freelancers ou através de escritórios virtuais.

Percebe-se a capacidade de adaptação aos avanços tecnológicos e amplitude de atuação desse profissional que é requisitado em todos os setores da economia, nos diversos tipos de instituições e em todos os portes de organização.

Ressalta-se a necessidade de qualificação do mesmo, tanto no âmbito pessoal e interpessoal quanto no educacional, através de cursos de idiomas, tecnologias, especializações, mestrados e doutorados devido as exigências do mercado de trabalho e o perfil atual do Secretariado Executivo.


REFERENCIAS BIBLIGRÁFICAS

 

 

MORAES,Leida. O futuro da profissão: Um mundo de oportunidade. São Paulo – SP: www.sinsesp.com.br/index.php/artigos/secretariado/27-o-futuro-da-profissao-um-mundo-de-oportunidades, acessado em 27/11/2010.

 

NATALAENSE,Liana. Adaptação do livro Gerente e Secretárias:Uma equipe de sucesso, www.fenassec.com.br , acessado em 12 de novembro de 2010.

 

Nonato Júnior, Raimundo. Epistemiologia e teoria do conhecimento em secretariado executivo: a fundação das ciências da assessoria. Fortaleza: Expressão Gráfica,2009.

 

OLIVEIRA, Marlene. Novas áreas de atuação para Secretário. www.isecretarias.com, acessado em 12 de novembro de 2010.

 

RIBERO, Nilzenir de Lurdes Almeida. Secretariado: do escriba ao gestor. Um estudo sobre o novo perfil do profissional de secretariado. 2ª edição. São Luís, MA. Ed.grafica socingra. 2005.

 

SCHUMACHER,Alexandre José.org.I;PORTELA, Keyla Christina Almeida, org. II;Magali Amorim Mata. Gestão secretarial: o desafio da visão holística. Cuiabá: Adeptus,p.271,2009.

 

 

Escritorio Virtual. Material de escritório. http://www.materialescritorio.com/escritorio-virtual/, acessado em 15 de junho de 2012.

 

Secretária Freelancer ....Será? Super Secretária Executiva. http://www.supersecretariaexecutiva.com.br/blog/posts/secretaria-freelancer/. Acessado em 15 de junho de 2012

 

The role of Executive Secretary. http://www.ehow.com/facts_5191617_role-executive-secretary.html, acessado em 14 de junho de 2012.

 

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